segunda-feira, 26 de julho de 2010

O sueco

Até hoje ainda acho que isso foi uma história que me contaram. Não parece um tipo de história que eu viveria.

Eu criei um perfil no Facebook somente para praticar o meu cansado inglês. Ainda em fase de adaptação com a ferramenta, fui adicionada por algumas pessoas simpáticas e inteligentes. Mas ele era tudo isso e mais. Lindo define bem o que quero dizer. Estilo aqueles carinhas que você olha e diz "Um homem desses nunca olharia pra mim".

Para a minha total surpresa, logo depois de me adicionar já chegaram as primeiras mensagens. Estas foram muitas. E eu com todo aquele esforço para não me apaixonar. Sempre achando que aquilo tudo não era para mim.

Em pouco mais de dois meses já havia perdido total controle sobre o que eu sentia e isso me incomodava muito. Cinco meses após o primeiro contato on line tivemos o contato on Rio. Um perfeito dia de Sol em uma badalada rua de Copacabana foi o cenário desse enconto.


Após esse marco tudo em mim se transformou. Ele transformou a minha vida como ninguém, nem mesmo eu, havia conseguido. Hoje penso que ele veio arrumar a casa. Me amou e foi amado. Pronto.

Agora devo abrir a porta para deixar que ele vá. Esse é aquele momento que você pára na porta e se despede mil vezes da pessoa, pois não quer ouvir tchau. (Muito sábio o Nando Reis quando pergunta "Quem vai dizer tchau?". O não é sempre mais fácil de ser dito.) Ainda mais quando sua saudade é alimentada pelo Atlântico.

Fazer o coração entender tudo isso é a parte mais complicada, mas tenho lidado bem com a situação. Importante foi o que vivemos e isso não mudará.

Quero que fique bem ali parado, como um vaso antigo de porcelana chinesa. Não sei onde vou colocar, mas não quero ver outro usando.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ao SAC dos assaltantes


Demorei muito para conseguir falar sobre isso. Não foi uma experiência muito agradável. Muitos já conhecem minhas histórias sobre roubos e furtos e sempre as contei de maneira leve e com uma leve pitada de humor negro. Mas dessa vez foi diferente.




Resolvi ser espontânea uma vez na vida e combinei de ir ao Circo Voador com amigos horas antes do evento (todos conhecem minha neura com planejamentos e tal, não é verdade?!). Não consigo explicar o que houve. Simplesmente me rendi a uma vontade louca de ir ao show da Elba numa véspera de feriado.



Saí de Arraial do Cabo e já fui arrumando a bolsa com os documentos, batom, celular e coisa que você só encontra na bolsa de uma mulher. Você nem acreditaria no que eu fiz caber dentro de um apertado carteirão.

Cheguei em casa, separei a roupa, tomei um belo banho, cuidei da maquiagem e me afoguei em perfume. Eu estava animada. Um dos meus amigos ligou para confirmar se eu ainda manteria o combinado e para a surpresa dele eu disse que sim. Quase pude ver a cara de espanto que ele deve ter feito do outro lado da linha.



Tudo certo, beijo na mãe. Beijo na filha (vira-lata linda da mãe).

Dirijo-me até o ponto de ônibus que fica exatamente na esquina da minha pacata rua que fica num pacato bairro de Niterói.

Nada do ônibus...



Eis que ele surge lá trás. Me animo. Tudo indo muito bem. Estava dentro do horário previsto e tudo!

Um pouco mais adiantado que o bus tem uma moto com dois homens. Eles param um pouco antes do ponto e vem puxando a moto lentamente, para não causar espanto na dama solitária e ingênua.



O rapazinho da garupa me dirige algumas palavras, mas como ele estava de capacete, não pude ouvir. Eu, educadamente, dou um animado passo para frente e pergunto: que?

Agora eu lhes pergunto, tarde da noite, dois homens em uma moto, um deles fala comigo tirando a mão da cintura de dentro de um grande casaco, o que eu esperava? "Poderia me informar as horas?"



O rapaz, muito educado também, me repete pausadamente a frase anterior (uma pena... é como ter que repetir a cena que ficou perfeita de um filme, pois o figurante tava olhando para a câmera): Não reaja, pois eu estou armado. Eu só quero a bolsa.



O que fazer nesse momento? Pedir pelo menos o chip do celular teria me poupado de tanto aborrecimento com a Tim.

Dei um discreto passinho para trás, abri um sorriso e perguntei com toda a certeza do mundo nas palavras: Cê tá brincando, né?!



Aí acho que ele perdeu a paciência. Disse algumas palavras grosseiras para mim, arrancou a bolsa da minha mão e foi embora com ela, levando toda a minha agenda de celular, minhas mensagens de texto, o vídeo de Luna comendo cenoura (tão lindo!), minha identidade com minha foto dos 16 anos e, entre outras coisas, levou meu carteirão novinho! Era quase a estréia dele na noite!

Quando o ônibus passou o motorista ainda deu aquela buzinadinha, sabe?! Ai que raiva!



Bem, dos males o menor. Estava na esquina de casa. Só me restou caminhar até em casa, sentar na frente do telefone e começar os cancelamentos. Inclusive o da saída com os amigos. Mas vou te falar, tirar a maquiagem sem nem mesmo usá-la foi o que mais me irritou.



Aproveito o espaço para fazer um breve apelo.

Queridos assaltantes, sei que estão fazendo o trabalho de vocês e tentando desenvolvê-lo da melhor maneira possível. Visando a melhoria do atendimento sugiro que devolvam às vítimas ao menos seus chips e documentos originais. Assim ninguém atrapalha o trabalho de ninguém, combinado?!



Sem mais,

Beijos

quarta-feira, 19 de maio de 2010

So easy


Seria muito mais prático eu dizer que não te amo mais. Dizer para você levar as suas coisas embora, até mesmo o seu cheiro que ficou no meu travesseiro. Gostaria que retirasse imediatamente o seu rosto da porta do meu quarto e da minha mente.

Que levasse com você as noites perfeitas e os sorrisos sinceros. Isso inclui beijos doces e ardentes, mãos ansiosas e confortáveis. Poderia levar aquele por do Sol, a água clara do mar, a brisa que causou arrepio.
 Com sua gentileza, leve daqui minha memória, minha expectativa e minhas noites mal dormidas ao seu lado.

Somente assim poderei me entregar à frustração, à decepção e à solidão a dois.
Ter você tão aqui me atrapalha. Sua respiração eu ainda posso sentir.

Me faça esse favor, me deixe ser feliz sozinha.

sexta-feira, 30 de abril de 2010


Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudo


quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando


melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro


antes, durante e depois de te encontrar.


Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de


lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.


Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é


covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque


sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência,


pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu


lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua


desajeitada e irrefletida permanência.
 
Martha Medeiros

sexta-feira, 19 de março de 2010



Então...

Eu, em um típico dia perfeito com direito a Shopping em liquidação e a encontrar calças jeans que fiquem perfeitas, pensei que tudo terminaria bem. Mas o jogo só termina quando o juíz apita mesmo.
Já estava tudo bom, tudo ótimo. Compras feitas, companhia perfeita e comelança desregrada.
Já dava pra ira pra casa, né?! Não! O ser humano sempre espera um pouco mais da vida. Um bilhete premiado, um principe encantado, um banco vazio no bus bem na hora do rush. Esqueça! (principalmente a parte do príncipe encantado, mas isso é outra história)

Depois de toda essa maratona e de ainda conseguir escapar do temporal, a ponto de nem saber que estava chovendo (e choveu para sempre!) eu e my friend resolvemos pegar um cineminha, só pra relaxar. Afinal, foi um dia duro de compras, né?!

Tudo deveria ter ficado claro no momento da compra dos bilhetes. Alguém aí já viu uma máquina daquela do Cinemark, de auto atendimento, reiniciando? Tipo seu computador quando aparece aquela tela preta e começa a verificar e carregar o sistema?! Então, isso depois de todo o processo da compra ter sido realizado. E agora? O cartão passou ou não passou?
"Chama a menina alí, oh!" E a simpática veio. Pensa que houve alguma explicação espontânea? Nada. Somente depois de uma longa espera e outra pergunta fomos direcionadas para a máquina ao lado e ainda com a incerteza sobre a primeira operação.

Ok! Poderíamos ter desistido ali? Sim! Mas quem daria essa idéia?
Então compramos mais algumas coisas até o horário do filme.

Para entrarmos, fila. A menina confere cada bilhete e não pede para que o mantenha um um local de fácil acesso. Isso só para que ela possa se divertir com você subindo a escada e caçando novamente o ingresso depois que ela se lembra de avisar que precisará apresentá-lo novamente na porta da sala.

Ufa! Sentamos. Lugares devidamente escolhidos. Carpete ainda com forte cheiro de detergente, infanto juvenis desacompanhados dos pais achando que aquilo era um "Cinema em Casa" e eu apertada pra ir ao banheiro de pois de tanto líquido ingerido.

Bem, que comece o filme!
"Oi? O que houve com a voz dele? Não estou entendendo nada!" O outro grita "Oh o som aê!" e mais um "Quero meu dinheiro de volta!" e "Isso é filme pirata!".
Chega! Pra mim já deu! Vou atrás de alguém que possa resolver isso.
Saio da sala de cinema (ainda não acredito que passei por isso!) para procurar alguém que possa avisar a alguém que o outro alguém não está trabalhando!

Todos sentados. A menina diz que tudo ficará bem. Volta a fita. Hummmmm...
Expectativa grande. Maior até do que pelo filme. E, nada!
A voz do cara parecia com a de um pato rouco, mas ainda assim continuamos ali até o final.

O filme até que foi bom. Senti uma leve vontade de cortar pelo menos um pulso, mas resiti fortemente.
"Idas e Vindas do Amor". Espero que você tenha mais sorte.

O que eu queria com esse post?
Acho que nada. Só tricoar mesmo.

segunda-feira, 1 de março de 2010


Estou sofrendo com abstinência. Preciso ir ao cimena!
Sinto falta daquela poltrona confortável, do ar-condicionado deixando o clima agradável, do som que acompanha até mesmo uma gota encontrando a poça. Falta daquela tensão em chegar cedo e garantir um bom lugar, de comprar pipoca refil e ainda um Ice Tea de 700 ml. Fato que tinha que sair no meio do filme! Minha bexiga tem limite de espaço.

Gosto de me emocionar olhando aquela grande tela, de rir da risada do vizinho ou ver um casal de idosos curtindo um programinha que já dá certo há anos.
Gosto de chegar, colocar meu copo no braço da minha poltrona, posicionar bem a pipoca e tirar meus sapatos. Me sinto sempre em casa.

Assistir três filmes em um só dia foi o meu delicioso e inesquecível recorde. Foram todos romances. Um diferente do outro. Amei todos.

Preciso fazer algo quanto a isso.
Preciso de algo, mesmo que seja um curta!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Beijo nu


"Deixa o seu ser mudo me fazer falar, pois eu vou despir a alma e afogar a calma salivando o beijo teu."