sexta-feira, 19 de março de 2010



Então...

Eu, em um típico dia perfeito com direito a Shopping em liquidação e a encontrar calças jeans que fiquem perfeitas, pensei que tudo terminaria bem. Mas o jogo só termina quando o juíz apita mesmo.
Já estava tudo bom, tudo ótimo. Compras feitas, companhia perfeita e comelança desregrada.
Já dava pra ira pra casa, né?! Não! O ser humano sempre espera um pouco mais da vida. Um bilhete premiado, um principe encantado, um banco vazio no bus bem na hora do rush. Esqueça! (principalmente a parte do príncipe encantado, mas isso é outra história)

Depois de toda essa maratona e de ainda conseguir escapar do temporal, a ponto de nem saber que estava chovendo (e choveu para sempre!) eu e my friend resolvemos pegar um cineminha, só pra relaxar. Afinal, foi um dia duro de compras, né?!

Tudo deveria ter ficado claro no momento da compra dos bilhetes. Alguém aí já viu uma máquina daquela do Cinemark, de auto atendimento, reiniciando? Tipo seu computador quando aparece aquela tela preta e começa a verificar e carregar o sistema?! Então, isso depois de todo o processo da compra ter sido realizado. E agora? O cartão passou ou não passou?
"Chama a menina alí, oh!" E a simpática veio. Pensa que houve alguma explicação espontânea? Nada. Somente depois de uma longa espera e outra pergunta fomos direcionadas para a máquina ao lado e ainda com a incerteza sobre a primeira operação.

Ok! Poderíamos ter desistido ali? Sim! Mas quem daria essa idéia?
Então compramos mais algumas coisas até o horário do filme.

Para entrarmos, fila. A menina confere cada bilhete e não pede para que o mantenha um um local de fácil acesso. Isso só para que ela possa se divertir com você subindo a escada e caçando novamente o ingresso depois que ela se lembra de avisar que precisará apresentá-lo novamente na porta da sala.

Ufa! Sentamos. Lugares devidamente escolhidos. Carpete ainda com forte cheiro de detergente, infanto juvenis desacompanhados dos pais achando que aquilo era um "Cinema em Casa" e eu apertada pra ir ao banheiro de pois de tanto líquido ingerido.

Bem, que comece o filme!
"Oi? O que houve com a voz dele? Não estou entendendo nada!" O outro grita "Oh o som aê!" e mais um "Quero meu dinheiro de volta!" e "Isso é filme pirata!".
Chega! Pra mim já deu! Vou atrás de alguém que possa resolver isso.
Saio da sala de cinema (ainda não acredito que passei por isso!) para procurar alguém que possa avisar a alguém que o outro alguém não está trabalhando!

Todos sentados. A menina diz que tudo ficará bem. Volta a fita. Hummmmm...
Expectativa grande. Maior até do que pelo filme. E, nada!
A voz do cara parecia com a de um pato rouco, mas ainda assim continuamos ali até o final.

O filme até que foi bom. Senti uma leve vontade de cortar pelo menos um pulso, mas resiti fortemente.
"Idas e Vindas do Amor". Espero que você tenha mais sorte.

O que eu queria com esse post?
Acho que nada. Só tricoar mesmo.

segunda-feira, 1 de março de 2010


Estou sofrendo com abstinência. Preciso ir ao cimena!
Sinto falta daquela poltrona confortável, do ar-condicionado deixando o clima agradável, do som que acompanha até mesmo uma gota encontrando a poça. Falta daquela tensão em chegar cedo e garantir um bom lugar, de comprar pipoca refil e ainda um Ice Tea de 700 ml. Fato que tinha que sair no meio do filme! Minha bexiga tem limite de espaço.

Gosto de me emocionar olhando aquela grande tela, de rir da risada do vizinho ou ver um casal de idosos curtindo um programinha que já dá certo há anos.
Gosto de chegar, colocar meu copo no braço da minha poltrona, posicionar bem a pipoca e tirar meus sapatos. Me sinto sempre em casa.

Assistir três filmes em um só dia foi o meu delicioso e inesquecível recorde. Foram todos romances. Um diferente do outro. Amei todos.

Preciso fazer algo quanto a isso.
Preciso de algo, mesmo que seja um curta!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Beijo nu


"Deixa o seu ser mudo me fazer falar, pois eu vou despir a alma e afogar a calma salivando o beijo teu."



terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Não me reconheço mais olhando as fotos do passado.


Comecei o ano um pouco reflexiva. Nada mais clichê que isso, não é mesmo?!

Mas acho que muitas coisas influenciaram nessa espécie de "meditação". Coisas como a idade em que me encontro e o que quero ser quando tiver mais idade ainda. Nuca quis muito saber o que eu seria quando crescesse, mas sempre pensei como eu seria. E hoje não sei se já sou o que eu queria ser. Então tenho pensado no que devo fazer para chegar lá.


Descobri algo muito importante há bem pouco tempo atrás. Descobri que posso sim mudar de opinião, de rumo, de roupa, de gosto, de lugar no ônibus, de restaurante, de perfume, de cidade, de lado que durmo na cama, o sabor da pizza, de número de celular, de corte de cabelo etc.

Hoje vejo que minhas preocupações mudaram de foco e consigo desenvolver uma visão mais ampla sobre um problema.


Mas para que essa transformação não se torne um trauma, aqueles que me cercam devem ser compreensivos, pois se entendermos que os amigos mudam não precisaremos mudar de amigos.

Meu caráter é o mesmo. E ainda sou chata. Tem coisas que simplesmente nunca mudam, não é mesmo?!


Agora trabalho em poder falar o que sinto. Sempre reservando o próximo do que irei dizer. Não posso simplesmente desabafar e esperar que o outro concorde e não se magoe. Toda essa coisa de relacionamento é bem complexa e não tinha como não ser.

A junção de dois universos diferentes e complexos só pode dar em conflito. Porém, após esse turbulento primeiro momento as coisas começam a se encaixar. E se você souber aproveitar bem o que o outro tem de melhor vira tudo uma grande soma.


Outra coisa muito importante que percebi é que eu também posso errar. E posso tentar consertar ou não. Faço como eu quiser, pois os erros são meus, a vida é minha e quem escolhe agora sou eu!

domingo, 12 de abril de 2009

O que será que será?


Faz tempo que não passo por aqui. E isso não significa que não tenho o que dizer, mas não sei o que dizer. Minha vida se tornou um turbilhão do fim do ano para cá e acho que ainda tô organizando algumas coisa.
Começo a perceber que estou me descobrindo mais. Me permitindo mais. Vejo que eu posso querer algo, por mais impossível que aquilo pareça. E para minha surpresa, um dia a "coisa" chega até mim.
Tenho olhado fotos antigas e percebido que algo realmente se transformou aqui.
Pessoas importantes, ou que se tornaram importantes por um determinado momento, tiveram influência direta nisso tudo.
Cada vez mais vejo a necessidade que sinto do outro. A necessidade que sinto de tocar e sentir.
Sinto falta de lugares que não conheço. Me importo com gente que nunca vi.

Estou terminando a leitura de Cidade do Sol e pude perceber através daquelas páginas que não há limite no ser humano. Seja lá para o que for, não há limite.
Quando você acha que já viu maldade, ele ainda pode ser pior.
Quando acha que esse é o limite da dor. Ele ainda suportará coisas muito piores.

Mas não quero um texto down. Fatalmente não será um texto alegre.
Na verdade nem sei se será um texto. Será algo escrito sem ser percebido.

Beijos...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

]|universo compartilhado|[


Cara, as pessoas estão sem noção no espaço sideral! Às vezes me pergunto se isso só tem acontecido comigo.
Essa nova onda de som com os Ipods, celulares que tocam MP3 e até mesmo os fones de ouvido em alto volume está me enlouquecendo.
As pessoas realmente acreditam que quando elas ligam aquele celular, que de longe mais parece um gato miando, uma grande bolha acústica brota automaticamente ao redor delas! Já passei por essa experiência 2 vezes, onde pessoas sem noção realmente acreditavam que aquele som irritante saía daquele pequeno aparelho e seguia diretamente e unicamente para os seus ouvidos. Sabe, como cachorros que seguem seus donos?

Eu sei que a educação no país não é lá grande coisa, mas o mínimo da física deu pra aprender no ensino médio. Ou deveriam ter reforçado pelo menos essa parte que explica que o som se propaga no ambiente.

Hoje foi demais. O individuo que sentou atrás de mim no ônibus realmente acredita que ele é o próximo ídolo do Brasil! Eu, tentando me concentrar numa boa leitura de engarrafamento, me senti obrigada a me deslocar para outro banco - o que não adiantou muita coisa - tentando evitar aquele ruído perturbador.

Nada disso faz sentido! Eu pago a mesma passagem e não tenho direito ao meu silêncio só porque o mal educado ao meu redor quer barulho. Já fico imaginando cada pessoa em seu banco ligando seu aparelho musical em uma emissora. Isso até chegar o IPhone na mão desses monstrinhos. Aí eu realmente vou comparar um porquinho e juntar uma graninha para comprar um silêncio de 4 rodas só para mim! :)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Tic-Tac


Saber o que fazer com o tempo é algo complicado. Normalmente nós fazemos mau uso do nosso tempo. Pudera! Temos, por prática, por costume, usarmos muito aquilo que acreditamos ser escasso. Só percebemos que não temos mais tempo quando já estamos atrasados ou envelhecemos. Isso não é uma crítica, apenas uma observação.
Sinto como se meus dias começassem e terminassem sem que eu tivesse controle e isso me incomoda.
Amores passam com o tempo, dores passam com o tempo, perfumes evaporam com o tempo, mas tudo isso é relativo.
PQP! Ele ainda é relativo!
Por que o tempo não passa rápido quando estamos esperando uma pizza?
Aquilo parece uma eternidade! Sinto como se o pizzailo ainda estivesse esperando o fermento fermentar!
Mas é incrível. Dê um beijo. Mas falo de um beijo verdadeiro, com alguém verdadeiro. O mundo poderia terminar ao seu redor e você só queria continuar sentindo aqueles lábios. Mas esse tempo passa rápido. Logo ele (a) irá te deixar. Precisa pegar um ônibus, a barca, sei lá! Fato, a pessoa está atrasada. E o tempo que acabou de passar tão rápido, agora irá se arrastar até o próximo beijo.
Tempo relativo?! Às farvas!