quarta-feira, 19 de maio de 2010
So easy
Seria muito mais prático eu dizer que não te amo mais. Dizer para você levar as suas coisas embora, até mesmo o seu cheiro que ficou no meu travesseiro. Gostaria que retirasse imediatamente o seu rosto da porta do meu quarto e da minha mente.
Que levasse com você as noites perfeitas e os sorrisos sinceros. Isso inclui beijos doces e ardentes, mãos ansiosas e confortáveis. Poderia levar aquele por do Sol, a água clara do mar, a brisa que causou arrepio.
Com sua gentileza, leve daqui minha memória, minha expectativa e minhas noites mal dormidas ao seu lado.
Somente assim poderei me entregar à frustração, à decepção e à solidão a dois.
Ter você tão aqui me atrapalha. Sua respiração eu ainda posso sentir.
Me faça esse favor, me deixe ser feliz sozinha.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudo
quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando
melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro
antes, durante e depois de te encontrar.
Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de
lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.
Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é
covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque
sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência,
pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu
lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua
desajeitada e irrefletida permanência.
Martha Medeiros
sexta-feira, 19 de março de 2010
Então...
Eu, em um típico dia perfeito com direito a Shopping em liquidação e a encontrar calças jeans que fiquem perfeitas, pensei que tudo terminaria bem. Mas o jogo só termina quando o juíz apita mesmo.
Já estava tudo bom, tudo ótimo. Compras feitas, companhia perfeita e comelança desregrada.
Já dava pra ira pra casa, né?! Não! O ser humano sempre espera um pouco mais da vida. Um bilhete premiado, um principe encantado, um banco vazio no bus bem na hora do rush. Esqueça! (principalmente a parte do príncipe encantado, mas isso é outra história)
Depois de toda essa maratona e de ainda conseguir escapar do temporal, a ponto de nem saber que estava chovendo (e choveu para sempre!) eu e my friend resolvemos pegar um cineminha, só pra relaxar. Afinal, foi um dia duro de compras, né?!
Tudo deveria ter ficado claro no momento da compra dos bilhetes. Alguém aí já viu uma máquina daquela do Cinemark, de auto atendimento, reiniciando? Tipo seu computador quando aparece aquela tela preta e começa a verificar e carregar o sistema?! Então, isso depois de todo o processo da compra ter sido realizado. E agora? O cartão passou ou não passou?
"Chama a menina alí, oh!" E a simpática veio. Pensa que houve alguma explicação espontânea? Nada. Somente depois de uma longa espera e outra pergunta fomos direcionadas para a máquina ao lado e ainda com a incerteza sobre a primeira operação.
Ok! Poderíamos ter desistido ali? Sim! Mas quem daria essa idéia?
Então compramos mais algumas coisas até o horário do filme.
Para entrarmos, fila. A menina confere cada bilhete e não pede para que o mantenha um um local de fácil acesso. Isso só para que ela possa se divertir com você subindo a escada e caçando novamente o ingresso depois que ela se lembra de avisar que precisará apresentá-lo novamente na porta da sala.
Ufa! Sentamos. Lugares devidamente escolhidos. Carpete ainda com forte cheiro de detergente, infanto juvenis desacompanhados dos pais achando que aquilo era um "Cinema em Casa" e eu apertada pra ir ao banheiro de pois de tanto líquido ingerido.
Bem, que comece o filme!
"Oi? O que houve com a voz dele? Não estou entendendo nada!" O outro grita "Oh o som aê!" e mais um "Quero meu dinheiro de volta!" e "Isso é filme pirata!".
Chega! Pra mim já deu! Vou atrás de alguém que possa resolver isso.
Saio da sala de cinema (ainda não acredito que passei por isso!) para procurar alguém que possa avisar a alguém que o outro alguém não está trabalhando!
Todos sentados. A menina diz que tudo ficará bem. Volta a fita. Hummmmm...
Expectativa grande. Maior até do que pelo filme. E, nada!
A voz do cara parecia com a de um pato rouco, mas ainda assim continuamos ali até o final.
O filme até que foi bom. Senti uma leve vontade de cortar pelo menos um pulso, mas resiti fortemente.
"Idas e Vindas do Amor". Espero que você tenha mais sorte.
O que eu queria com esse post?
Acho que nada. Só tricoar mesmo.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Estou sofrendo com abstinência. Preciso ir ao cimena!
Sinto falta daquela poltrona confortável, do ar-condicionado deixando o clima agradável, do som que acompanha até mesmo uma gota encontrando a poça. Falta daquela tensão em chegar cedo e garantir um bom lugar, de comprar pipoca refil e ainda um Ice Tea de 700 ml. Fato que tinha que sair no meio do filme! Minha bexiga tem limite de espaço.
Gosto de me emocionar olhando aquela grande tela, de rir da risada do vizinho ou ver um casal de idosos curtindo um programinha que já dá certo há anos.
Gosto de chegar, colocar meu copo no braço da minha poltrona, posicionar bem a pipoca e tirar meus sapatos. Me sinto sempre em casa.
Assistir três filmes em um só dia foi o meu delicioso e inesquecível recorde. Foram todos romances. Um diferente do outro. Amei todos.
Preciso fazer algo quanto a isso.
Preciso de algo, mesmo que seja um curta!
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Beijo nu
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Não me reconheço mais olhando as fotos do passado.

Comecei o ano um pouco reflexiva. Nada mais clichê que isso, não é mesmo?!
Mas acho que muitas coisas influenciaram nessa espécie de "meditação". Coisas como a idade em que me encontro e o que quero ser quando tiver mais idade ainda. Nuca quis muito saber o que eu seria quando crescesse, mas sempre pensei como eu seria. E hoje não sei se já sou o que eu queria ser. Então tenho pensado no que devo fazer para chegar lá.
Descobri algo muito importante há bem pouco tempo atrás. Descobri que posso sim mudar de opinião, de rumo, de roupa, de gosto, de lugar no ônibus, de restaurante, de perfume, de cidade, de lado que durmo na cama, o sabor da pizza, de número de celular, de corte de cabelo etc.
Hoje vejo que minhas preocupações mudaram de foco e consigo desenvolver uma visão mais ampla sobre um problema.
Mas para que essa transformação não se torne um trauma, aqueles que me cercam devem ser compreensivos, pois se entendermos que os amigos mudam não precisaremos mudar de amigos.
Meu caráter é o mesmo. E ainda sou chata. Tem coisas que simplesmente nunca mudam, não é mesmo?!
Agora trabalho em poder falar o que sinto. Sempre reservando o próximo do que irei dizer. Não posso simplesmente desabafar e esperar que o outro concorde e não se magoe. Toda essa coisa de relacionamento é bem complexa e não tinha como não ser.
A junção de dois universos diferentes e complexos só pode dar em conflito. Porém, após esse turbulento primeiro momento as coisas começam a se encaixar. E se você souber aproveitar bem o que o outro tem de melhor vira tudo uma grande soma.
Outra coisa muito importante que percebi é que eu também posso errar. E posso tentar consertar ou não. Faço como eu quiser, pois os erros são meus, a vida é minha e quem escolhe agora sou eu!
domingo, 12 de abril de 2009
O que será que será?

Faz tempo que não passo por aqui. E isso não significa que não tenho o que dizer, mas não sei o que dizer. Minha vida se tornou um turbilhão do fim do ano para cá e acho que ainda tô organizando algumas coisa.
Começo a perceber que estou me descobrindo mais. Me permitindo mais. Vejo que eu posso querer algo, por mais impossível que aquilo pareça. E para minha surpresa, um dia a "coisa" chega até mim.
Tenho olhado fotos antigas e percebido que algo realmente se transformou aqui.
Pessoas importantes, ou que se tornaram importantes por um determinado momento, tiveram influência direta nisso tudo.
Cada vez mais vejo a necessidade que sinto do outro. A necessidade que sinto de tocar e sentir.
Sinto falta de lugares que não conheço. Me importo com gente que nunca vi.
Estou terminando a leitura de Cidade do Sol e pude perceber através daquelas páginas que não há limite no ser humano. Seja lá para o que for, não há limite.
Quando você acha que já viu maldade, ele ainda pode ser pior.
Quando acha que esse é o limite da dor. Ele ainda suportará coisas muito piores.
Mas não quero um texto down. Fatalmente não será um texto alegre.
Na verdade nem sei se será um texto. Será algo escrito sem ser percebido.
Beijos...
Começo a perceber que estou me descobrindo mais. Me permitindo mais. Vejo que eu posso querer algo, por mais impossível que aquilo pareça. E para minha surpresa, um dia a "coisa" chega até mim.
Tenho olhado fotos antigas e percebido que algo realmente se transformou aqui.
Pessoas importantes, ou que se tornaram importantes por um determinado momento, tiveram influência direta nisso tudo.
Cada vez mais vejo a necessidade que sinto do outro. A necessidade que sinto de tocar e sentir.
Sinto falta de lugares que não conheço. Me importo com gente que nunca vi.
Estou terminando a leitura de Cidade do Sol e pude perceber através daquelas páginas que não há limite no ser humano. Seja lá para o que for, não há limite.
Quando você acha que já viu maldade, ele ainda pode ser pior.
Quando acha que esse é o limite da dor. Ele ainda suportará coisas muito piores.
Mas não quero um texto down. Fatalmente não será um texto alegre.
Na verdade nem sei se será um texto. Será algo escrito sem ser percebido.
Beijos...
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